Labwork

Mudança de endereço: pessoas, mudei o endereço do blog! A partir de agora será: https://registromedico.wordpress.com. Todo o conteúdo desse aqui está lá também! Em breve esse será desativado!


E ai galeros!

Eu acho que até agora eu não expliquei muito bem o que eu faço aqui, não é mesmo? Além de dormir, comer monte de fast-food e assistir programas ridículos na televisão, eu trabalho bastante no laboratório. Sim, pela terceira vez afirmo: meu intercâmbio é em pesquisa! Período integral. Escravidão. Ciência.

Eu

Bom, se bem que depois de alguns meses indo todos os dias ao laboratório, eu aprendi algumas coisas! Aliás, por incrível que pareça vejo mais graça em sites como o What we should call grad school do que o What we should call med school. Isso quer dizer que estou há muito tempo fazendo isso… sdds medicina. Mentira, isso quer dizer que os caras que fazem o de grad school mandam muito bem e é muito engraçado hahaha mããs, o interessante é que eu vejo graça em quase tudo, e já passei por muita coisa que eles retratam, em OITO meses. 8.

Bom, se eu cheguei no dia 27 de dezembro do ano passado, então eu passei 4 dias de 2011 aqui, mais 8 meses (31+29+31+30+31+30+31+29= 242), quer dizer que eu estou aqui há… DUZENTOS E QUARENTA E SEIS DIAS. Desses, provavelmente fui ao laboratório em 200. No mínimo.

Pois é, bastante tempo já! Dizer que eu estou manjando seria demais, mas pelo menos já não sofro mais como antigamente!

Mas indo ao que interessa, eu trabalho com cultura celular e biologia molecular. Ou seja, células e moléculas (kkk graça). Eu cultivo células para fazer experimentos com elas, e minha linha de pesquisa se baseia em patologia pulmonar, com foco em Vírus Influenza A (gripe, oi).

Não vou dizer que eu amo pesquisa, mas até que é legal, apesar de serbem difícil… é uma área muito complicada. Você trabalha bastante, as vezes tem resultados ruins, as vezes nem tem resultados, e tudo demora tanto 😦 é um pouco chato por isso. Mas quando chega um resultado bom em experimento, é aquela alegria inexplicável, igual quando seu primeiro PCR dá certo, quando suas células que estavam quase morrendo revivem, ou quando a não vai ter lab meeting na sexta-feira de manhã!

Falando nela, lab meeting é a reunião semanal que tradicionalmente existe nos laboratórios com o intuito de mostrar seus resultados para o chefão e para esfregar na cara dos seus colegas de trabalho que acham que suas pesquisas não vão pra frente.  (Hahah brincadeira, não é tão assim)

Bom, para quem não sabe, os equipamentos básicos que provavelmente todo mundo usa em um laboratório é:

1) Pipetas (em inglês: pipetman)

Bom, não sei porque Pipeta chama Pipeta em português, porque isso é nome de mil coisas. Pipeta ao mesmo tempo que é isso (Pipetman):

Pipetas. Os P___ significam a quantidade que cada uma tem para “puxar” as coisas hahah (explico mal)

Pode ser isso também:

Se não me engano, em português é “Pipeta de Transferência”

Ou:

Pipetas. Você enfia na pipette gun ou pipet aid que falarei em breve.

Enfim, as pipetas inicialmente citadas servem para você pegar pequenas quantidades de líquidos. A P20 pega até 20ul (microlitros, 1 milhonésimo de litro), a P200 até 200ul, e a P1000 até 1000ul, ou 1ml. Mas para isso, você encaixa uma ponteira (tip em inglês … tô dando curso de inglês pro povo do Ciências sem Fronteiras que estão vindo hahaha sou filantropo), que é uma coisinha de plástico descartável que serve para pegar os líquidos!

Existem de vários tipos e tamanhos, de acordo com a quantidade que você precisa!

2) Pipet Aid (páipetêide) ou Pipette Gun (páipêtigãm)

É tipo uma arminha mesmo!

Basicamente é só pegar uma das pipetas já citadas e encaixar nela e apertar o botão, aí o líquido sobe! As pipetas vão de 2ml até 25ml (a da foto é 25ml), e servem mais úteis em cultura celular.

3) Centrífuga

Bom, a centrífuga dispensa explicações, né? hahaha Em inglês é Centrifuge (centrifíudgi).

4) Fluxo Laminar

Em inglês chama Laminar Flow Hood, ou Safety Cabinet, ou só Hood. É aquelas coisas que a gente acha legal, onde você faz os experimentos dentro e aí imagina que está mexendo com vírus mortais, com coisas perigosas e tal, e as vezes é mesmo! O mecanismo dela é meio doido, mas ai, nem vou explicar, me obriguem se puderem. HAHAHA

HAHAHAHAHAHAHAHA ri alto disso. Essa montagem.

Agora sério, é mais ou menos assim as normais:

Essa é a minha! (“minha” hahaha)

5) Luva

HAHAHA sério? Sim. A preta de nitrila é a melhor!!

Bom, caso tenham mais alguma dúvida, procurem no google. HAHAH brincadeira, podem perguntar aqui. Mas se se interessarem também pela minha pesquisa, em particular, eu posso escrever sobre isso em breve, mas acho que aí todos iam dormir e inclusive eu escrevendo.

E, por fim… vou sair de férias! 😀

Finalmente, depois de muito tempo, consegui uma semana de férias! Então, volto só daqui uns dias (como se postasse todo dia hahaha). Então, até breve! (:

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14 comentários sobre “Labwork

  1. Nossa ficou muito engraçado hahshuahah. (:
    Continue postando mais frequentemente, nem sempre o povo comenta mas todo mundo lê e fica feliz hehe.

    btw, deve ser muito cientista-que-descobrirá-a-cura-de-tudo feelings

  2. me diz uma coisa, é obrigatório usar roupa branca no curso de medicina da usp desde o primeiro ano, só em algumas matérias, só no internato… se vc puder, me explica essa questão que não entendo muito bem… Thank u =)

    • Olá!
      Não é obrigatório! A gente usa apenas o avental/jaleco quando vamos para o Hospital ou durante as aulas de anatomia. No internato, pelo menos na minha faculdade, o grupo que escolhe qual roupa vai usar, podendo ser social normal, ou branco, ou apenas jaleco. Enfim, depende do grupo! Em geral escolhem branco, mais pela tradição 🙂
      beijos

  3. onde voce fez seu curso de inglês? durante quant tempo? quando voce foi p/ eua tava ha qnt tempo sem fazer ingles? acho q seria muito interessante saber sobre sua pesquisa e a contribuição para medicina – vc não está lá a toa. Estou estudando para fazer medicina, mano. Abraços.

    • Oi João!
      Eu aprendi inglês na escola, mas fiz um ano de curso de inglês particular, mas sinceramente aprendi mais sozinho do que no curso! Aprendi ouvindo músicas, vendo filmes e lendo livros em inglês! Ai para falar mesmo, aprendi aqui!
      Então eu chegou nos EUA só com minha “base teórica” de inglês mesmo, e foi bem rápido para começar a falar (porque não tem outro jeito hahaha).
      Boa sorte para você!
      Abraços

  4. Caramba,como o tempo passa rápido cara,eu me lembro quando voce postou que ainda ia para HARVARD fazer pesquisa,e vejamos,voce já esta 8 meses ai!

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